Julia Lemmertz e Paulo Betti falam sobre a peça no ´Programa do Jô´ (02/12):
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Programa do Jô
sábado, 3 de dezembro de 2011
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Entrevista com a Julia para jornal capixaba!
sábado, 24 de setembro de 2011
Julia Lemmertz traz comédia premiada para Vitória
Em algumas profissões os filhos acabam seguindo o mesmo caminho dos pais. Existem famílias de médicos, de jornalistas e advogados. No meio artístico a história não é muito diferente. Julia Lemmertz é um bom exemplo disso. Filha dos atores Lineu Dias e da icônica Lilian Lemmertz, a atriz é casada com o também ator Alexandre Borges e sua filha, Luiza, segue o mesmo caminho da mãe. “É muito bacana, a terceira geração de uma família de atores, é bonito de ver”, conta ela orgulhosa.
No ar como a estilista de moda praia Ester, na novela “Fina Estampa”, Julia vem colecionando elogios pelos palcos do Brasil pela atuação como Anete, uma mãe que tenta resolver um incidente com o filho no espetáculo “Deus da Carnificina”. Por esse trabalho ela já recebeu os prêmios Quem, APTR e acaba de ser indicada ao APCA, premiação da crítica paulista. Até Barbara Heliodora, a mais rigorosa crítica de teatro do país, considerou sua atuação “primorosa”, e o espetáculo todo como “imperdível”.
E depois de um ano de estrada, o público capixaba vai poder conferir o desempenho da atriz e de todo o elenco. Julia bateu um papo com o Jornal Online Folha Vitória sobre a peça, o casamento, se prefere algum veículo de atuação e sobre o segredo da sua personagem na TV. “A Esther não tem mistério nenhum”.
1. Como é o espetáculo “Deus da Carnificina”?
É uma comédia ácida, escrita por uma autora francesa, Yasmina Reza, que fala muito claramente da nossa sociedade de hoje, é jogo delicioso de ver e de fazer, são quatro atores em cena o tempo todo, pais de filhos que brigaram na escola, tentam se entender, mas acabam por se comportar pior do que os próprios filhos.
2. A rigorosa crítica de teatro Barbara Heliodora disse que sua atuação no espetáculo é “primorosa”. Como você constrói um personagem?
Ele é construído ao longo do processo de ensaio, junto com o diretor e com os atores, teatro é trabalho de equipe, estamos juntos e somos responsáveis igualmente pelo sucesso do espetáculo.
3. Você tem uma imagem forte na TV, mas tem uma carreira sólida nos palcos e no cinema. Prefere algum veículo em especial?
Prefiro o que me estimula como atriz, o que me faz melhorar como profissional e pessoa, seja aonde for. Mas o teatro te propicia um tempo maior pra compor e aprimorar um personagem.
4. Você está no ar interpretando a personagem Ester, inspirada na estilista Lenny Niemeyer. Qual a sua relação com a moda?
A inspiração na Lenny veio por conta dela ser uma estilista de moda praia, e estar colaborando com o figurino da minha personagem, além de ser um amor e ter um bom gosto sem fim. A minha relação com a moda é tranqüila, ela me serve de inspiração pra figurinos de personagens, um personagem com o figurino certo já é meio caminho andado.
5. Sua personagem ainda é misteriosa, não dizendo – neste primeiro momento da trama- a que veio principalmente na relação com a doutora Danielle, interpretada pela atriz Renata Sorrah. Qual o segredo entre as duas?
A Esther não tem mistério nenhum, a história dela é bem clara, ela tem um casamento feliz e uma parceria muito bem sucedida de trabalho com o marido, mas é incompleta, pois eles não conseguem ter filhos juntos, o marido é infértil. Até que eles por acaso encontram uma medica especialista em reprodução humana, e o desejo de ser mãe volta com mais força, e através dessa medica ela vai realizar esse sonho. Não há segredo algum entre as duas, isso é especulação de revista de fofocas que precisam inventar histórias pra vender revista, o próprio autor foi bem claro quanto a isso. O que elas vão ter é uma amizade por conta da realização da gravidez da Esther, e só.
6. Você é casada com o ator Alexandre Borges. E já fez teatro, cinema e TV com ele. O que tem de bom e ruim quando o marido é parceiro de trabalho?
Eu acho que só tem coisas boas, a gente compreende tudo o que envolve essa profissão e dá força um pro outro, além de trocar umas figurinhas, idéias e opiniões.
7. Você é filha de um casal de atores. E sua filha fez recentemente um espetáculo com o diretor José Celso Martinez Correa. Como é ver a filha seguindo o mesmo caminho que o seu?
É muito bacana, a terceira geração de uma família de atores, é bonito de ver. E a Luiza além de ter talento é uma pessoa de bem, séria e dedicada, está trilhando o caminho dela, do jeito que ela sente, e sabe que essa profissão não é uma escolha fácil, tem que ter vocação e muito trabalho.
8. O que os capixabas podem esperar da peça?
Um espetáculo de alta qualidade artística e humana, o que há de bom no teatro contemporâneo com uma direção precisa e quatro atores muito inspirados e batendo um bolão! Modéstia a parte acho que vamos todos, público e nós, sair muito satisfeitos desse encontro.
fonte: Folha Vitória
Em algumas profissões os filhos acabam seguindo o mesmo caminho dos pais. Existem famílias de médicos, de jornalistas e advogados. No meio artístico a história não é muito diferente. Julia Lemmertz é um bom exemplo disso. Filha dos atores Lineu Dias e da icônica Lilian Lemmertz, a atriz é casada com o também ator Alexandre Borges e sua filha, Luiza, segue o mesmo caminho da mãe. “É muito bacana, a terceira geração de uma família de atores, é bonito de ver”, conta ela orgulhosa.
No ar como a estilista de moda praia Ester, na novela “Fina Estampa”, Julia vem colecionando elogios pelos palcos do Brasil pela atuação como Anete, uma mãe que tenta resolver um incidente com o filho no espetáculo “Deus da Carnificina”. Por esse trabalho ela já recebeu os prêmios Quem, APTR e acaba de ser indicada ao APCA, premiação da crítica paulista. Até Barbara Heliodora, a mais rigorosa crítica de teatro do país, considerou sua atuação “primorosa”, e o espetáculo todo como “imperdível”.
E depois de um ano de estrada, o público capixaba vai poder conferir o desempenho da atriz e de todo o elenco. Julia bateu um papo com o Jornal Online Folha Vitória sobre a peça, o casamento, se prefere algum veículo de atuação e sobre o segredo da sua personagem na TV. “A Esther não tem mistério nenhum”.
1. Como é o espetáculo “Deus da Carnificina”?
É uma comédia ácida, escrita por uma autora francesa, Yasmina Reza, que fala muito claramente da nossa sociedade de hoje, é jogo delicioso de ver e de fazer, são quatro atores em cena o tempo todo, pais de filhos que brigaram na escola, tentam se entender, mas acabam por se comportar pior do que os próprios filhos.
2. A rigorosa crítica de teatro Barbara Heliodora disse que sua atuação no espetáculo é “primorosa”. Como você constrói um personagem?
Ele é construído ao longo do processo de ensaio, junto com o diretor e com os atores, teatro é trabalho de equipe, estamos juntos e somos responsáveis igualmente pelo sucesso do espetáculo.
3. Você tem uma imagem forte na TV, mas tem uma carreira sólida nos palcos e no cinema. Prefere algum veículo em especial?
Prefiro o que me estimula como atriz, o que me faz melhorar como profissional e pessoa, seja aonde for. Mas o teatro te propicia um tempo maior pra compor e aprimorar um personagem.
4. Você está no ar interpretando a personagem Ester, inspirada na estilista Lenny Niemeyer. Qual a sua relação com a moda?
A inspiração na Lenny veio por conta dela ser uma estilista de moda praia, e estar colaborando com o figurino da minha personagem, além de ser um amor e ter um bom gosto sem fim. A minha relação com a moda é tranqüila, ela me serve de inspiração pra figurinos de personagens, um personagem com o figurino certo já é meio caminho andado.
5. Sua personagem ainda é misteriosa, não dizendo – neste primeiro momento da trama- a que veio principalmente na relação com a doutora Danielle, interpretada pela atriz Renata Sorrah. Qual o segredo entre as duas?
A Esther não tem mistério nenhum, a história dela é bem clara, ela tem um casamento feliz e uma parceria muito bem sucedida de trabalho com o marido, mas é incompleta, pois eles não conseguem ter filhos juntos, o marido é infértil. Até que eles por acaso encontram uma medica especialista em reprodução humana, e o desejo de ser mãe volta com mais força, e através dessa medica ela vai realizar esse sonho. Não há segredo algum entre as duas, isso é especulação de revista de fofocas que precisam inventar histórias pra vender revista, o próprio autor foi bem claro quanto a isso. O que elas vão ter é uma amizade por conta da realização da gravidez da Esther, e só.
6. Você é casada com o ator Alexandre Borges. E já fez teatro, cinema e TV com ele. O que tem de bom e ruim quando o marido é parceiro de trabalho?
Eu acho que só tem coisas boas, a gente compreende tudo o que envolve essa profissão e dá força um pro outro, além de trocar umas figurinhas, idéias e opiniões.
7. Você é filha de um casal de atores. E sua filha fez recentemente um espetáculo com o diretor José Celso Martinez Correa. Como é ver a filha seguindo o mesmo caminho que o seu?
É muito bacana, a terceira geração de uma família de atores, é bonito de ver. E a Luiza além de ter talento é uma pessoa de bem, séria e dedicada, está trilhando o caminho dela, do jeito que ela sente, e sabe que essa profissão não é uma escolha fácil, tem que ter vocação e muito trabalho.
8. O que os capixabas podem esperar da peça?
Um espetáculo de alta qualidade artística e humana, o que há de bom no teatro contemporâneo com uma direção precisa e quatro atores muito inspirados e batendo um bolão! Modéstia a parte acho que vamos todos, público e nós, sair muito satisfeitos desse encontro.
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Entrevista com Julia e Paulo!!
domingo, 4 de setembro de 2011
Confiram logo abaixo uma entrevista da rádio CBN com Julia Lemmertz e Paulo Betti onde falam sobre a temporada de ´Deus da Carnificina´ pelos CEUs de São Paulo!
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Julia e Orã indicados ao prêmio APCA!!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
APCA: Indicados do primeiro semestre em teatro
Em reunião informal realizada na noite desta segunda-feira (dia 4), os jurados do setor de teatro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) indicaram os nomes do primeiro semestre de 2011 em cinco categorias (Autor/Dramaturgia, Ator, Atriz, Diretor e Espetáculo), além de sugerirem candidatos para o Grande Prêmio da Crítica e Prêmio Especial.
O espetáculo Pterodátilos recebeu quatro indicações, seguido de Luis Antonio-Gabriela e Ópera dos Vivos, ambos com três menções respectivamente. Sérgio de Carvalho (Ópera dos Vivos) e Leonardo Moreira (O Jardim) concorrem como autores e diretores. Cacá Carvalho foi citado pelo seu trabalho de interpretação em O Hóspede Secreto e para o Grande Prêmio da Crítica. As montagens Marulho: o Caminho do Rio... e Deus da Carnificina foram lembradas duplamente.
No início de dezembro próximo, os jurados se reunirão novamente, ainda na condição extra-oficial, para escolherem nomes do segundo semestre, que irão se juntar aos outros agora selecionados. Aí, em meados do mesmo mês, em reunião tradicional de todos os setores culturais da APCA, serão votados os vencedores dessas sete categorias.
Devido ao imenso volume de produções teatrais que estréiam ao longo do ano, desde 2008 a comissão de teatro criou o hábito de realizar estes encontros prévios. O grupo entende que é a melhor forma de radiografar a temporada e afinar o processo de seleção. Alguns dos espetáculos aqui destacados ainda estão em cartaz nos palcos paulistanos. Nesta primeira reunião participaram os jurados Aguinaldo Ribeiro Cunha, Afonso Gentil, Celso Curi, Edgar Olimpio de Souza, Evaristo Azevedo, Luiz Fernando Ramos, Kil Abreu, Maria Lúcia Candeias, Mauro Mello, Valmir Santos e Vinicio Angelici.
Abaixo, os indicados em cada categoria (em ordem alfabética):
AUTOR / DRAMATURGIA
Leonardo Moreira (O Jardim)
Luis Alberto de Abreu (Um Dia Ouvi a Lua)
Rudifran Pompeu (Marulho: o Caminho do Rio...)
Sérgio de Carvalho (Ópera dos Vivos)
ATOR
Cacá Carvalho (O Hóspede Secreto)
Chico Diaz (A Lua Vem da Ásia)
Marcos Felipe (Luis Antonio-Gabriela)
Marco Nanini (Pterodátilos)
Orã Figueiredo (Deus da Carnificina)
ATRIZ
Clara Carvalho (Espectros)
Júlia Lemmertz (Deus da Carnificina)
Lavínia Pannunzio (A Serpente no Jardim)
Mariana Lima (Pterodátilos)
DIRETOR
Felipe Hirsch (Pterodátilos)
Francisco Medeiros (Espectros)
Leonardo Moreira (O Jardim)
Sérgio de Carvalho (Ópera dos Vivos)
ESPETÁCULO
Luis Antonio-Gabriela (Cia. Mungunzá)
Marulho: o Caminho do Rio... (Grupo Redimunho de Investigação Teatral)
O Jardim (Cia. Hiato)
Ópera dos Vivos (Companhia do Latão)
Pterodátilos (Sutil Companhia de Teatro)
PRÊMIO ESPECIAL
10 anos da Lei de Fomento ao Teatro
Cia. Mungunzá (pelo espetáculo Luis Antonio - Gabriela)
Daniela Thomas
Livro Luis Alberto de Abreu: Um Teatro de Pesquisa (Editora Perspectiva)
Projeto Palco Itinerante (Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes)
GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA
Cacá Carvalho
Fábio Namatame
Fauzi Arap
Naum Alves de Souza
Ruth Escobar
-----------------------------------------Revista Stravaganza
Em reunião informal realizada na noite desta segunda-feira (dia 4), os jurados do setor de teatro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) indicaram os nomes do primeiro semestre de 2011 em cinco categorias (Autor/Dramaturgia, Ator, Atriz, Diretor e Espetáculo), além de sugerirem candidatos para o Grande Prêmio da Crítica e Prêmio Especial.
O espetáculo Pterodátilos recebeu quatro indicações, seguido de Luis Antonio-Gabriela e Ópera dos Vivos, ambos com três menções respectivamente. Sérgio de Carvalho (Ópera dos Vivos) e Leonardo Moreira (O Jardim) concorrem como autores e diretores. Cacá Carvalho foi citado pelo seu trabalho de interpretação em O Hóspede Secreto e para o Grande Prêmio da Crítica. As montagens Marulho: o Caminho do Rio... e Deus da Carnificina foram lembradas duplamente.
No início de dezembro próximo, os jurados se reunirão novamente, ainda na condição extra-oficial, para escolherem nomes do segundo semestre, que irão se juntar aos outros agora selecionados. Aí, em meados do mesmo mês, em reunião tradicional de todos os setores culturais da APCA, serão votados os vencedores dessas sete categorias.
Devido ao imenso volume de produções teatrais que estréiam ao longo do ano, desde 2008 a comissão de teatro criou o hábito de realizar estes encontros prévios. O grupo entende que é a melhor forma de radiografar a temporada e afinar o processo de seleção. Alguns dos espetáculos aqui destacados ainda estão em cartaz nos palcos paulistanos. Nesta primeira reunião participaram os jurados Aguinaldo Ribeiro Cunha, Afonso Gentil, Celso Curi, Edgar Olimpio de Souza, Evaristo Azevedo, Luiz Fernando Ramos, Kil Abreu, Maria Lúcia Candeias, Mauro Mello, Valmir Santos e Vinicio Angelici.
Abaixo, os indicados em cada categoria (em ordem alfabética):
AUTOR / DRAMATURGIA
Leonardo Moreira (O Jardim)
Luis Alberto de Abreu (Um Dia Ouvi a Lua)
Rudifran Pompeu (Marulho: o Caminho do Rio...)
Sérgio de Carvalho (Ópera dos Vivos)
ATOR
Cacá Carvalho (O Hóspede Secreto)
Chico Diaz (A Lua Vem da Ásia)
Marcos Felipe (Luis Antonio-Gabriela)
Marco Nanini (Pterodátilos)
Orã Figueiredo (Deus da Carnificina)
ATRIZ
Clara Carvalho (Espectros)
Júlia Lemmertz (Deus da Carnificina)
Lavínia Pannunzio (A Serpente no Jardim)
Mariana Lima (Pterodátilos)
DIRETOR
Felipe Hirsch (Pterodátilos)
Francisco Medeiros (Espectros)
Leonardo Moreira (O Jardim)
Sérgio de Carvalho (Ópera dos Vivos)
ESPETÁCULO
Luis Antonio-Gabriela (Cia. Mungunzá)
Marulho: o Caminho do Rio... (Grupo Redimunho de Investigação Teatral)
O Jardim (Cia. Hiato)
Ópera dos Vivos (Companhia do Latão)
Pterodátilos (Sutil Companhia de Teatro)
PRÊMIO ESPECIAL
10 anos da Lei de Fomento ao Teatro
Cia. Mungunzá (pelo espetáculo Luis Antonio - Gabriela)
Daniela Thomas
Livro Luis Alberto de Abreu: Um Teatro de Pesquisa (Editora Perspectiva)
Projeto Palco Itinerante (Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes)
GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA
Cacá Carvalho
Fábio Namatame
Fauzi Arap
Naum Alves de Souza
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Parceria afinada de Paulo, Orã, Deborah e Julia em espetáculo
sábado, 23 de abril de 2011
Antes de entrar em cena com Deus da carnificina, uma comédia sem juízo, quarteto compartilha experiências e reforça laços
Durante seis meses, Paulo Betti (58), Orã Figueiredo (45), Deborah Evelyn (45) e Julia Lemmertz (48) encantaram o público carioca com o espetáculo Deus da Carnificina, Uma Comédia Sem Juízo. Em cenas que mesclam humor e ironia, os atores chegam à capital paulista em grande estilo e prometem repetir o sucesso da história que narra os meandros de uma discussão entre dois casais motivada por uma briga entre seus filhos. Na pré-estreia, o quarteto mostrou o segredo do êxito do espetáculo: afinidade, concentração e paixão pelo ato de encenar. "Essa peça dá um soco no estômago. Hoje, me arrepiei em diversas falas do meu personagem. Por exemplo, quando falei sobre as crianças do Congo, me recordei do assassinato dos estudantes no Rio de Janeiro. O que aconteceu lá foi uma carnificina, assim como diz o título da peça", atesta Paulo - intérprete de Alan Reis e que ainda mostra seu talento na televisão no seriado global Lara com Z, estrelado por Susana Vieira (68) -, referindo-se à tragédia na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo.
Par de Paulo na peça, Julia dá vida a Annette. "Levamos para o palco o retrato da sociedade. A violência é inerente ao ser humano, todo mundo aprende a ser socialmente aceitável, mas a natureza é selvagem", acredita a atriz, casada com o também ator Alexandre Borges (45), com quem tem Miguel (11), e mãe de Luiza (22), de relação anterior. "Foi uma loucura fazer Araguaia e a peça ao mesmo tempo. Agora, com o fim da novela, só estou no teatro e será como férias para mim", emenda a gaúcha, citando a trama de Walther Negrão (69). Radicada com o clã na Cidade Maravilhosa, Julia combate a saudade levando consigo fotos da família e um recadinho do marido, com os dizeres: "Amor, muito sucesso e todo meu amor."
Mãe de Luiza (18), da união com o diretor Dennis Carvalho (61), Deborah recebeu ajuda da colega de cena para finalizar o make, no camarim, e comparou sua personagem, Verônica, à realidade. "Nunca passei por situação semelhante por causa da minha filha", diz a atriz, que se divide entre os palcos e as gravações de Insensato Coração. "Vai ser uma loucura. De segunda à quinta gravo e de sexta a domingo apresento a peça. Não sobra nenhum dia livre, mas são fases", destaca. "São Paulo tem um peso forte no teatro. O público paulista é bem formado", diz Orã, que enfatiza um dos pontos fortes do elenco, a amizade. "Temos uma admiração mútua, todos são amigos. Eu e Paulo até viajamos para Nova York, no ano passado", completa o ator carioca, apreciando seu charuto.
Dirigida por Emílio de Mello (45), a produção tem texto original da francesa Yasmina Reza (51). "Já tinha trabalhado com Deborah e Paulo. Os atores são fantásticos, companheiros e generosos. É extremamente gratificante trabalhar com eles", elogia o diretor, orgulhoso. O sucesso da narrativa rendeu uma adaptação para o cinema com direção do talentoso e polêmico Roman Polanski (77). No elenco estão as estrelas de Hollywood Kate Winslet (35), Jodie Foster (47) e Matt Damon (40). A previsão é que o longa seja lançado em 2012.
Se no palco o elenco foi o destaque, na plateia um grupo de deficientes auditivos e visuais deixou a sessão mais democrática, com ajuda de fones para o detalhamento das cenas e de legendas em monitores. "Foi maravilhoso vê-los prestigiando a peça. Me fez prestar ainda mais atenção ao meu trabalho", finaliza Paulo.
-------------------------------------------------------Caras




Durante seis meses, Paulo Betti (58), Orã Figueiredo (45), Deborah Evelyn (45) e Julia Lemmertz (48) encantaram o público carioca com o espetáculo Deus da Carnificina, Uma Comédia Sem Juízo. Em cenas que mesclam humor e ironia, os atores chegam à capital paulista em grande estilo e prometem repetir o sucesso da história que narra os meandros de uma discussão entre dois casais motivada por uma briga entre seus filhos. Na pré-estreia, o quarteto mostrou o segredo do êxito do espetáculo: afinidade, concentração e paixão pelo ato de encenar. "Essa peça dá um soco no estômago. Hoje, me arrepiei em diversas falas do meu personagem. Por exemplo, quando falei sobre as crianças do Congo, me recordei do assassinato dos estudantes no Rio de Janeiro. O que aconteceu lá foi uma carnificina, assim como diz o título da peça", atesta Paulo - intérprete de Alan Reis e que ainda mostra seu talento na televisão no seriado global Lara com Z, estrelado por Susana Vieira (68) -, referindo-se à tragédia na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo.
Par de Paulo na peça, Julia dá vida a Annette. "Levamos para o palco o retrato da sociedade. A violência é inerente ao ser humano, todo mundo aprende a ser socialmente aceitável, mas a natureza é selvagem", acredita a atriz, casada com o também ator Alexandre Borges (45), com quem tem Miguel (11), e mãe de Luiza (22), de relação anterior. "Foi uma loucura fazer Araguaia e a peça ao mesmo tempo. Agora, com o fim da novela, só estou no teatro e será como férias para mim", emenda a gaúcha, citando a trama de Walther Negrão (69). Radicada com o clã na Cidade Maravilhosa, Julia combate a saudade levando consigo fotos da família e um recadinho do marido, com os dizeres: "Amor, muito sucesso e todo meu amor."
Mãe de Luiza (18), da união com o diretor Dennis Carvalho (61), Deborah recebeu ajuda da colega de cena para finalizar o make, no camarim, e comparou sua personagem, Verônica, à realidade. "Nunca passei por situação semelhante por causa da minha filha", diz a atriz, que se divide entre os palcos e as gravações de Insensato Coração. "Vai ser uma loucura. De segunda à quinta gravo e de sexta a domingo apresento a peça. Não sobra nenhum dia livre, mas são fases", destaca. "São Paulo tem um peso forte no teatro. O público paulista é bem formado", diz Orã, que enfatiza um dos pontos fortes do elenco, a amizade. "Temos uma admiração mútua, todos são amigos. Eu e Paulo até viajamos para Nova York, no ano passado", completa o ator carioca, apreciando seu charuto.
Dirigida por Emílio de Mello (45), a produção tem texto original da francesa Yasmina Reza (51). "Já tinha trabalhado com Deborah e Paulo. Os atores são fantásticos, companheiros e generosos. É extremamente gratificante trabalhar com eles", elogia o diretor, orgulhoso. O sucesso da narrativa rendeu uma adaptação para o cinema com direção do talentoso e polêmico Roman Polanski (77). No elenco estão as estrelas de Hollywood Kate Winslet (35), Jodie Foster (47) e Matt Damon (40). A previsão é que o longa seja lançado em 2012.
Se no palco o elenco foi o destaque, na plateia um grupo de deficientes auditivos e visuais deixou a sessão mais democrática, com ajuda de fones para o detalhamento das cenas e de legendas em monitores. "Foi maravilhoso vê-los prestigiando a peça. Me fez prestar ainda mais atenção ao meu trabalho", finaliza Paulo.
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Julia Lemmertz ganha prêmio por ´Deus da Carnificina´!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Julia Lemmertz seguirá com peça: “Se você parar, os deuses do teatro castigam”
Vencedora na categoria melhor atriz de teatro da 4ª edição do Prêmio QUEM 2010 com a peça “O Deus da Carnificina”, Julia Lemmertz falou à revista nesta terça-feira (15) sobre a satisfação em receber o prêmio.
“Ganhar esse prêmio é importante porque é de voto popular. Imagino que grande parte desse público tenha visto a peça. É bacana uma revista premiar o trabalho dos atores”, comentou a atriz.
"É uma peça muito emblemática para o nosso tempo e fala das relações entres pais e filhos. É ácida, mas, ao mesmo tempo, gera reflexão através do humor", completou Julia, que também falou sobre a novela, que termina em abril.
"Araguaia já está na reta final. Minha personagem serve de espelho para muitas mulheres que se apaixonam por homens mais novos, que vivem esse encontro amoroso”, explicou.
Em cartaz com “O Deus da Carnificina” no Rio de Janeiro, a atriz levará o espetáculo para São Paulo assim que terminar a novela. "Quando uma peça está fazendo sucesso, os deuses do teatro castigam se você parar. Quero muito viajar com essa peça pelo Brasil. E adoraria só fazê-la", completou.
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Julia Lemmertz na capa da Revista Camarim de janeiro
domingo, 9 de janeiro de 2011
Na edição deste mês da Revista Camarim a atriz Julia Lemmertz dá uma entrevista falando, entre outras coisas, sobre sua personagem na peça ´Deus da Carnificina´, como foi sua composição e como o espetáculo vem sido recebido pelo público. Aqui está a matéria completa:

Dupla Jornada
Júlia Lemmertz divide o seu tempo entre o teatro e a televisão
"Filho de peixe, peixinho é?" Nem sempre. Mas, no caso de Júlia Lemmertz esse ditado popular é a mais pura verdade. Foi em casa que a estrela teve o seu primeiro contato com a arte cênica. Filha dos saudosos atores Linneu Dias e Lilian Lemmertz, Júlia iniciou sua carreira ainda criança e é hoje uma renomada atriz. Com quase 20 anos de carreira e um currículo extenso, que conta com mais de quinze novelas e diversos filmes, Júlia Lemmertz com certeza escolheu a profissão certa.
No ar com a novela 'Araguaia', de Walter Negrão, a gaúcha interpreta Amélia, uma ex-modelo de origem humilde que mantém um casamento por interesse com o fazendeiro Max, papel interpretado pelo veterano ator Lima Duarte. A trama ganha um novo rumo quando Amélia se envolve afetivamente com o jovem Vitor Vilar, personagem vivido pelo ator Thiago Fragoso. A personagem já é um marco na carreira de Júlia e vem arrancando elogios de público e crítica.
Além da novela, a intérprete está em cartaz no espetáculo 'Deus da Carnificina', de Yasmina Reza, com direção de Emílio de Mello. Nesta deliciosa comédia, Júlia interpreta Annete, uma mãe protetora. Ao lado da atriz Deborah Evelyn e dos atores Orã Figueiredo e Paulo Betti, a atriz entrega-se de corpo e alma a personagem.
Em um dia agitado no Rio de Janeiro, Júlia recebeu nossa equipe em seu camarim. Muito carinhosa e atenciosa com todos ao seu redor, a estrela falou, em entrevista exclusiva, sobre o espetáculo, família, projetos para 2011 e disse ainda a notícia que gostaria de ver estampada na capa de um jornal: "Não há mais a linha de pobreza.", sentenciou a atriz.
A seguir, confira a entrevista dessa atriz dinâmica.
Revista Camarim(RC): Você já conhecia o texto da Yasmina Reza (autora do espetáculo 'Deus da Carnificina') ?
Não. Já tinha ouvido falar desta peça. Muito bem por sinal, mas não tinha lido. Vi outras peças dela que já tinha gostado muito.
RC: O que mais chama a sua atenção no texto da autora?
Ela faz um texto certeiro, sem excessos. Ela dosa um humor crítico, sem "psicologismos", é muito gostoso o jogo que ela propõe aos personagens.
RC: No espetáculo, sua personagem Annete é muito intensa. Você se inspirou em alguém para compor a personagem?
Não exatamente. Ela foi surgindo nos ensaios, a partir de improvisações, das observações do Emílio de Mello [diretor do espetáculo], que me sugeriu ver uns filmes com a Geena Rolands, que faz tão bem uma mulher a beira de um ataque de nervos, ou além dele. Entretanto, Annete foi a mistura de tudo, e tudo estava no texto.
RC: Foi difícil a composição da personagem?
Até achar o caminho, sempre é. A gente nunca sabe nada, até se inspirar e se deixar levar na viagem da construção dela.
RC: Gostou do resultado? Você é muito critica com si mesma?
Gosto muito do resultado do espetáculo como um todo. Acho que cada um de nós é parte importantíssima dele. Não existimos um sem o outro, a gente se ajuda a construir esse resultado. Sou bem severa comigo, mas já sei entrever alguns méritos e relaxar quando as coisas não saem como eu esperava. Sempre tem o outro dia pra acertar, pelo menos no teatro.
RC: Na peça, dois casais começam uma briga por causa dos filhos. Fora de cena você já passou por alguma situação parecida?
Não assim. Coisas mais leves. Brigas de crianças acontecem, nada tão radical, mas tem muitos casos piores do que esse por aí, com certeza.
RC: O espetáculo fala da relação humana. Qual o maior defeito do ser humano? Por quê?
A intolerância. É um dos piores, você não ser capaz de aceitar as diferenças, não admitir que existam outras verdades que não a sua. Tem a ver com tantas guerras e preconceitos. É bem triste.
RC: Como está sendo ser dirigida pelo ótimo Emilio de Mello?
Ele é bárbaro, perspicaz, atento a tudo, um ator também especial, muito certeiro no que queria e dizia, e diz ainda. O bom também é que ele está por perto ainda trabalhando os detalhes. Foi uma descoberta e um prazer trabalhar com alguém que te exige e te dá o seu melhor.
RC: Qual é a sensação em dividir a cena com os atores Paulo Betti, Deborah Evelyn e Orã Figuereido?
São grandes companheiros. Somos os quatro mosqueteiros, um por todos e todos por um! Estamos felizes juntos, fazendo um trabalho bacana e cheios de figurinhas pra trocar. É muito bom estar com atores tão inspirados e dedicados ao teatro, fora que tem muito bom humor e carinho entre a gente.
RC: O espetáculo está sendo muito bem recebido pela critica. Você esperava esse sucesso?
Sabia que era um texto muito festejado por onde passava: Paris, Nova York, Berlim, Barcelona, Argentina. Fora que era um texto disputado aqui. Tivemos sorte de conseguir fazê-lo, e fazer com categoria. Eu acho merecido o reconhecimento de um trabalho tão caprichado por todos: produção, cenografia, luz, direção, elenco, etc.
RC: Como é a Júlia fora do camarim?
Corro para todo lado. Gravando novela, sendo mãe, dona de casa, esposa, e chegando na hora ao teatro!
RC: Ainda bate aquele friozinho na barriga antes de entrar em cena?
Sempre. O jogo nunca está ganho. Tem que jogar, estar pronto para o inesperado. É que nem viver: é melhor estar atento e se entregar, mas sem frio na barriga não tem graça.
RC: Com quem você dividiria o camarim?
Adoro dividir o camarim, sempre tive boas companhias. Ando com saudades da época que dividia com o Alexandre [Borges], meu marido e melhor companheiro, um ator maravilhoso e muito bom de camarim!
RC: Como você descobriu o dom pela arte?
Aos poucos. Fazendo, errando, aprendendo a escutar, estudando, intuindo que esse era o meu caminho.
RC: Qual foi o seu filme inesquecível? Por quê?
'Amarcord' do Fellini. É o filme de uma vida, de uma poesia e loucura...
RC: Qual foi o seu primeiro trabalho profissional como atriz?
Uma novela na Bandeirantes, 'Os Adolescentes' de Ivani Ribeiro.
RC: Você é religiosa?
Sou uma pessoa de fé. Fui batizada na igreja católica, onde casei, mas me interesso por todas as religiões. Acho que está tudo conectado.
RC: Qual o significado do teatro em sua vida?
Significa trabalho e dedicação. Ele transforma pó em ouro, ajuda a gente a ter fôlego e fibra. Faz a gente entender melhor a vida.
RC: Recentemente, foi lançado o livro 'Lilian Lemmertz – Sem rede de proteção', obra que retrata a vida de sua mãe. Como foi relembrar alguns momentos marcantes na vida dessa magnífica atriz?
Foi muito bom poder reunir, num único lugar, grande parte da história dela de atriz. É um documento importante. Tive saudades e gratidão por poder estar em contato tão próximo com as lembranças dela.
RC: A idéia do livro foi sua?
A coleção 'Aplauso' já havia me procurado pra pensar no livro, se eu gostaria de fazer, mas não me senti capaz de fazê-lo sozinha, e um tempo depois o Cleodon [Coelho] me procurou querendo escrever. Conversamos e entreguei a ele todo material que eu tinha e ele foi se aprofundando na pesquisa e falando com as pessoas que trabalharam com ela. Enfim, foi um longo e belo trabalho.
RC: Pensa em transformar a obra em um filme?
Não. Acho que o livro já comunica muito, e ela mesma já fez filmes lindos.
RC: Atuar é...
...viver. A gente atua o tempo todo, de diferentes formas. No caso do ator, vivemos disso.
RC: Na novela 'Araguaia', sua personagem Amélia casou por interesse. Você se inspirou em alguém para compor a personagem?
Não. E nem é tão simples assim, existe um autor que é o Walter Negrão, que justifica essa escolha dela, não só por interesse, por necessidade, por não ter outra saída. Enfim, novelas são histórias que você tem que embarcar, ela própria já te leva.
RC: Como é dividir a cena com o ator Lima Duarte?
Ele é incrível. Cheio de vida e energia. Lima [Duarte] é exigente em cena, com ele e com os que estão ao seu lado.
RC: Na trama, Amélia irá se apaixonar por um homem mais novo. Em sua opinião, a mulher ainda sofre preconceito por ser envolver com o parceiro mais jovem?
Acho uma hipocrisia isso de uma mulher mais velha não poder ter um relacionamento com um homem mais novo. O contrário é perfeitamente possível e ninguém contesta, acha até bacana. É um pensamento machista e eu não dou a mínima pra ele. Cada um que seja feliz do jeito que achar que deve.
RC: Qual é o seu maior sonho?
Ter saúde pra envelhecer bem. Podendo exercer a minha profissão, ver meus filhos terem os seus filhos, ver o mundo mudar e eu junto com ele.
RC: Por falar em mudanças, qual a notícia que você gostaria de ver estampada na capa de um jornal?
"Não há mais a linha de pobreza. Estamos todos acima dela: alimentados, educados e empregados."
RC: Qual o seu maior medo?
Ser dependente fisicamente. Perder a memória, ficar incapaz de viver bem.
RC: Quais são as suas expectativas para 2011?
Espero que essas mudanças que começaram a apontar nesse ano de 2010 se concretizem. Que a gente ande pra frente, apresente soluções, que seja para o bem comum. E que a nossa peça continue em cartaz com sucesso por onde passar!
RC: Deixe um recado para os seus fãs.
Obrigada sempre pelo carinho, muita saúde, amor e paz na vida e consciência. Vamos nos ajudar, ser mais tolerantes e generosos, pode ser tão mais fácil...
Site da Revista: http://www.revistacamarim.com.br/

Dupla Jornada
Júlia Lemmertz divide o seu tempo entre o teatro e a televisão
"Filho de peixe, peixinho é?" Nem sempre. Mas, no caso de Júlia Lemmertz esse ditado popular é a mais pura verdade. Foi em casa que a estrela teve o seu primeiro contato com a arte cênica. Filha dos saudosos atores Linneu Dias e Lilian Lemmertz, Júlia iniciou sua carreira ainda criança e é hoje uma renomada atriz. Com quase 20 anos de carreira e um currículo extenso, que conta com mais de quinze novelas e diversos filmes, Júlia Lemmertz com certeza escolheu a profissão certa.
No ar com a novela 'Araguaia', de Walter Negrão, a gaúcha interpreta Amélia, uma ex-modelo de origem humilde que mantém um casamento por interesse com o fazendeiro Max, papel interpretado pelo veterano ator Lima Duarte. A trama ganha um novo rumo quando Amélia se envolve afetivamente com o jovem Vitor Vilar, personagem vivido pelo ator Thiago Fragoso. A personagem já é um marco na carreira de Júlia e vem arrancando elogios de público e crítica.
Além da novela, a intérprete está em cartaz no espetáculo 'Deus da Carnificina', de Yasmina Reza, com direção de Emílio de Mello. Nesta deliciosa comédia, Júlia interpreta Annete, uma mãe protetora. Ao lado da atriz Deborah Evelyn e dos atores Orã Figueiredo e Paulo Betti, a atriz entrega-se de corpo e alma a personagem.
Em um dia agitado no Rio de Janeiro, Júlia recebeu nossa equipe em seu camarim. Muito carinhosa e atenciosa com todos ao seu redor, a estrela falou, em entrevista exclusiva, sobre o espetáculo, família, projetos para 2011 e disse ainda a notícia que gostaria de ver estampada na capa de um jornal: "Não há mais a linha de pobreza.", sentenciou a atriz.
A seguir, confira a entrevista dessa atriz dinâmica.
Revista Camarim(RC): Você já conhecia o texto da Yasmina Reza (autora do espetáculo 'Deus da Carnificina') ?
Não. Já tinha ouvido falar desta peça. Muito bem por sinal, mas não tinha lido. Vi outras peças dela que já tinha gostado muito.
RC: O que mais chama a sua atenção no texto da autora?
Ela faz um texto certeiro, sem excessos. Ela dosa um humor crítico, sem "psicologismos", é muito gostoso o jogo que ela propõe aos personagens.
RC: No espetáculo, sua personagem Annete é muito intensa. Você se inspirou em alguém para compor a personagem?
Não exatamente. Ela foi surgindo nos ensaios, a partir de improvisações, das observações do Emílio de Mello [diretor do espetáculo], que me sugeriu ver uns filmes com a Geena Rolands, que faz tão bem uma mulher a beira de um ataque de nervos, ou além dele. Entretanto, Annete foi a mistura de tudo, e tudo estava no texto.
RC: Foi difícil a composição da personagem?
Até achar o caminho, sempre é. A gente nunca sabe nada, até se inspirar e se deixar levar na viagem da construção dela.
RC: Gostou do resultado? Você é muito critica com si mesma?
Gosto muito do resultado do espetáculo como um todo. Acho que cada um de nós é parte importantíssima dele. Não existimos um sem o outro, a gente se ajuda a construir esse resultado. Sou bem severa comigo, mas já sei entrever alguns méritos e relaxar quando as coisas não saem como eu esperava. Sempre tem o outro dia pra acertar, pelo menos no teatro.
RC: Na peça, dois casais começam uma briga por causa dos filhos. Fora de cena você já passou por alguma situação parecida?
Não assim. Coisas mais leves. Brigas de crianças acontecem, nada tão radical, mas tem muitos casos piores do que esse por aí, com certeza.
RC: O espetáculo fala da relação humana. Qual o maior defeito do ser humano? Por quê?
A intolerância. É um dos piores, você não ser capaz de aceitar as diferenças, não admitir que existam outras verdades que não a sua. Tem a ver com tantas guerras e preconceitos. É bem triste.
RC: Como está sendo ser dirigida pelo ótimo Emilio de Mello?
Ele é bárbaro, perspicaz, atento a tudo, um ator também especial, muito certeiro no que queria e dizia, e diz ainda. O bom também é que ele está por perto ainda trabalhando os detalhes. Foi uma descoberta e um prazer trabalhar com alguém que te exige e te dá o seu melhor.
RC: Qual é a sensação em dividir a cena com os atores Paulo Betti, Deborah Evelyn e Orã Figuereido?
São grandes companheiros. Somos os quatro mosqueteiros, um por todos e todos por um! Estamos felizes juntos, fazendo um trabalho bacana e cheios de figurinhas pra trocar. É muito bom estar com atores tão inspirados e dedicados ao teatro, fora que tem muito bom humor e carinho entre a gente.
RC: O espetáculo está sendo muito bem recebido pela critica. Você esperava esse sucesso?
Sabia que era um texto muito festejado por onde passava: Paris, Nova York, Berlim, Barcelona, Argentina. Fora que era um texto disputado aqui. Tivemos sorte de conseguir fazê-lo, e fazer com categoria. Eu acho merecido o reconhecimento de um trabalho tão caprichado por todos: produção, cenografia, luz, direção, elenco, etc.
RC: Como é a Júlia fora do camarim?
Corro para todo lado. Gravando novela, sendo mãe, dona de casa, esposa, e chegando na hora ao teatro!
RC: Ainda bate aquele friozinho na barriga antes de entrar em cena?
Sempre. O jogo nunca está ganho. Tem que jogar, estar pronto para o inesperado. É que nem viver: é melhor estar atento e se entregar, mas sem frio na barriga não tem graça.
RC: Com quem você dividiria o camarim?
Adoro dividir o camarim, sempre tive boas companhias. Ando com saudades da época que dividia com o Alexandre [Borges], meu marido e melhor companheiro, um ator maravilhoso e muito bom de camarim!
RC: Como você descobriu o dom pela arte?
Aos poucos. Fazendo, errando, aprendendo a escutar, estudando, intuindo que esse era o meu caminho.
RC: Qual foi o seu filme inesquecível? Por quê?
'Amarcord' do Fellini. É o filme de uma vida, de uma poesia e loucura...
RC: Qual foi o seu primeiro trabalho profissional como atriz?
Uma novela na Bandeirantes, 'Os Adolescentes' de Ivani Ribeiro.
RC: Você é religiosa?
Sou uma pessoa de fé. Fui batizada na igreja católica, onde casei, mas me interesso por todas as religiões. Acho que está tudo conectado.
RC: Qual o significado do teatro em sua vida?
Significa trabalho e dedicação. Ele transforma pó em ouro, ajuda a gente a ter fôlego e fibra. Faz a gente entender melhor a vida.
RC: Recentemente, foi lançado o livro 'Lilian Lemmertz – Sem rede de proteção', obra que retrata a vida de sua mãe. Como foi relembrar alguns momentos marcantes na vida dessa magnífica atriz?
Foi muito bom poder reunir, num único lugar, grande parte da história dela de atriz. É um documento importante. Tive saudades e gratidão por poder estar em contato tão próximo com as lembranças dela.
RC: A idéia do livro foi sua?
A coleção 'Aplauso' já havia me procurado pra pensar no livro, se eu gostaria de fazer, mas não me senti capaz de fazê-lo sozinha, e um tempo depois o Cleodon [Coelho] me procurou querendo escrever. Conversamos e entreguei a ele todo material que eu tinha e ele foi se aprofundando na pesquisa e falando com as pessoas que trabalharam com ela. Enfim, foi um longo e belo trabalho.
RC: Pensa em transformar a obra em um filme?
Não. Acho que o livro já comunica muito, e ela mesma já fez filmes lindos.
RC: Atuar é...
...viver. A gente atua o tempo todo, de diferentes formas. No caso do ator, vivemos disso.
RC: Na novela 'Araguaia', sua personagem Amélia casou por interesse. Você se inspirou em alguém para compor a personagem?
Não. E nem é tão simples assim, existe um autor que é o Walter Negrão, que justifica essa escolha dela, não só por interesse, por necessidade, por não ter outra saída. Enfim, novelas são histórias que você tem que embarcar, ela própria já te leva.
RC: Como é dividir a cena com o ator Lima Duarte?
Ele é incrível. Cheio de vida e energia. Lima [Duarte] é exigente em cena, com ele e com os que estão ao seu lado.
RC: Na trama, Amélia irá se apaixonar por um homem mais novo. Em sua opinião, a mulher ainda sofre preconceito por ser envolver com o parceiro mais jovem?
Acho uma hipocrisia isso de uma mulher mais velha não poder ter um relacionamento com um homem mais novo. O contrário é perfeitamente possível e ninguém contesta, acha até bacana. É um pensamento machista e eu não dou a mínima pra ele. Cada um que seja feliz do jeito que achar que deve.
RC: Qual é o seu maior sonho?
Ter saúde pra envelhecer bem. Podendo exercer a minha profissão, ver meus filhos terem os seus filhos, ver o mundo mudar e eu junto com ele.
RC: Por falar em mudanças, qual a notícia que você gostaria de ver estampada na capa de um jornal?
"Não há mais a linha de pobreza. Estamos todos acima dela: alimentados, educados e empregados."
RC: Qual o seu maior medo?
Ser dependente fisicamente. Perder a memória, ficar incapaz de viver bem.
RC: Quais são as suas expectativas para 2011?
Espero que essas mudanças que começaram a apontar nesse ano de 2010 se concretizem. Que a gente ande pra frente, apresente soluções, que seja para o bem comum. E que a nossa peça continue em cartaz com sucesso por onde passar!
RC: Deixe um recado para os seus fãs.
Obrigada sempre pelo carinho, muita saúde, amor e paz na vida e consciência. Vamos nos ajudar, ser mais tolerantes e generosos, pode ser tão mais fácil...
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Bastidores da peça!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Matéria muito boa que saiu no Video Show mostrando um pouco da intimidade dos atores nos bastidores da peça!!
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Diana Ferreira
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Julia Lemmertz agradece presença do marido em peça: “Ele me dá sorte”
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Após apresentação, a atriz ganhou um beijo carinhoso de Alexandre Borges
Julia Lemmertz contou com um fã especial durante a estréia de sua peça “Deus da Carnificina”, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira (31). Alexandre Borges, ator de “Ti-ti-ti”, aplaudiu o trabalho da mulher. “Foi demais, foi demais. Ainda bem que ele chegou a tempo porque ele me dá sorte”, comentou a atriz, ao sair do camarim. Assim que se encontrou, o casal trocou beijos e carinhos.
“Foi ótima a estreia. Dá um nervosinho, mas, depois, passa. O texto é ótimo. É uma doideira, uma lente de aumento da vida real. Na verdade, essa peça é bem cruel com as pessoas porque fala das máscaras. E o Emílio (diretor da peça) tem uma direção muito precisa”, disse a atriz, feliz com o resultado do trabalho.
Orgulhoso, Alexandre teceu elogios ao falar do desempenho da mulher. “Ela está sempre me surpreendendo e deu um show. Foi uma atuação muito equilibrada. Eu adorei. Não tinha visto nem os ensaios. Os atores estavam ótimos. Todos tiveram um desempenho fantástico e a peça fala de assuntos contemporâneos”, avaliou.
Enquanto a atriz estrela o novo espetáculo e grava cenas da próxima novela das seis, “Araguaia”, o ator vive Jacques Leclair, na trama “Ti-ti-ti”. Apesar das agendas apertadas de ambos, Alexandre conta que sempre que possível eles procuram se ajudar. “Demos apoio um ao outro. A gente se ajuda muito. Nossas agendas estão umas loucuras. Mas é isso, temos que aproveitar a maré de trabalho.”
O ator ainda deu a receita para que o casamento dê certo. “O casamento é feito, acima de tudo, de amor, da vontade de estar junto, daquele fogo, da vontade de caminhar de mãos dadas. E é isso que nós temos".
Julia se mostrou ser fã da novela das sete e sempre procura assistir ao trabalho do marido. “Eu adoro. Não deixo de ver um capítulo. Até queria fazer um vestido com o Jacques Leclair”, disse. Na trama, Alexandre precisa usar um figurino considerado extravagante. Caso o ator tenha vontade de incorporar os looks na vida real, Julia contou que não vê problema. ”Não ia me importar. Ele pode tudo, até sair pintado de verde. Está tudo certo”, disse, aos risos.
Renata Sorrah aprovou o trabalho. "Adorei a peça. Tem um humor ácido e todas as pessoas se identificam com os personagens, porque a gente se reconhece no dia a dia. A Débora (Evelyn) é uma querida, é minha sobrinha e grande atriz. Também adoro a Julinha (Lemmertz). Somos todos amigos", disse ela que tem buscado novos projetos nos palcos. "Agora estou procurando bons textos, lendo bastante e, por enquanto, não tenho projeto de novela, embora esteja com muita vontade de fazer."
Caio Blat foi acompanhado da mulher, Maria Ribeiro, e aplaudiu as atuações. "A peça é maravilhosa, impactante", opinou. O ator tem aproveitado o tempo livre para cuidar o filho e para estudar novas propostas de trabalho. "Agora, estou esperando um bom personagem. O cinema atualmente está proporcionando aos jovens a chance de fazer uma boa carreira. No momento, estou com filhinho pequeno e curtindo muito essa fase", contou.
Déborah Evelyn faz parte do elenco da peça e se mostrou animada com o lançamento do trabalho. "Este espetáculo é sensacional, atual e que gera identidade imediata. É uma loucura porque parece uma lente de aumento da vida real. Fico sempre mais nervosa quando tem gente querida no palco, mas é bom porque todos mandam energia positiva."
Isis Valverde levou o namorado, Luis Felipe Reif Pepi, ao teatro, e se impressionou com o que foi apresentado. "Estou sem palavras, estou meio chocada porque essa peça me tocou de uma maneira... porque ela mostra a essência do ser", filosofou. José Wilker também esteve por lá. "Adoro essa peça. Vi oito vezes. Vi em Nova York, Londres, Paris e já tive vontade de fazê-la. Achei a montagem super bacana", disse ele, em referência a um roteiro famoso mundialmente.
--------------------------------------Quem
Julia Lemmertz contou com um fã especial durante a estréia de sua peça “Deus da Carnificina”, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira (31). Alexandre Borges, ator de “Ti-ti-ti”, aplaudiu o trabalho da mulher. “Foi demais, foi demais. Ainda bem que ele chegou a tempo porque ele me dá sorte”, comentou a atriz, ao sair do camarim. Assim que se encontrou, o casal trocou beijos e carinhos.
“Foi ótima a estreia. Dá um nervosinho, mas, depois, passa. O texto é ótimo. É uma doideira, uma lente de aumento da vida real. Na verdade, essa peça é bem cruel com as pessoas porque fala das máscaras. E o Emílio (diretor da peça) tem uma direção muito precisa”, disse a atriz, feliz com o resultado do trabalho.
Orgulhoso, Alexandre teceu elogios ao falar do desempenho da mulher. “Ela está sempre me surpreendendo e deu um show. Foi uma atuação muito equilibrada. Eu adorei. Não tinha visto nem os ensaios. Os atores estavam ótimos. Todos tiveram um desempenho fantástico e a peça fala de assuntos contemporâneos”, avaliou.
Enquanto a atriz estrela o novo espetáculo e grava cenas da próxima novela das seis, “Araguaia”, o ator vive Jacques Leclair, na trama “Ti-ti-ti”. Apesar das agendas apertadas de ambos, Alexandre conta que sempre que possível eles procuram se ajudar. “Demos apoio um ao outro. A gente se ajuda muito. Nossas agendas estão umas loucuras. Mas é isso, temos que aproveitar a maré de trabalho.”
O ator ainda deu a receita para que o casamento dê certo. “O casamento é feito, acima de tudo, de amor, da vontade de estar junto, daquele fogo, da vontade de caminhar de mãos dadas. E é isso que nós temos".
Julia se mostrou ser fã da novela das sete e sempre procura assistir ao trabalho do marido. “Eu adoro. Não deixo de ver um capítulo. Até queria fazer um vestido com o Jacques Leclair”, disse. Na trama, Alexandre precisa usar um figurino considerado extravagante. Caso o ator tenha vontade de incorporar os looks na vida real, Julia contou que não vê problema. ”Não ia me importar. Ele pode tudo, até sair pintado de verde. Está tudo certo”, disse, aos risos.
Renata Sorrah aprovou o trabalho. "Adorei a peça. Tem um humor ácido e todas as pessoas se identificam com os personagens, porque a gente se reconhece no dia a dia. A Débora (Evelyn) é uma querida, é minha sobrinha e grande atriz. Também adoro a Julinha (Lemmertz). Somos todos amigos", disse ela que tem buscado novos projetos nos palcos. "Agora estou procurando bons textos, lendo bastante e, por enquanto, não tenho projeto de novela, embora esteja com muita vontade de fazer."
Caio Blat foi acompanhado da mulher, Maria Ribeiro, e aplaudiu as atuações. "A peça é maravilhosa, impactante", opinou. O ator tem aproveitado o tempo livre para cuidar o filho e para estudar novas propostas de trabalho. "Agora, estou esperando um bom personagem. O cinema atualmente está proporcionando aos jovens a chance de fazer uma boa carreira. No momento, estou com filhinho pequeno e curtindo muito essa fase", contou.
Déborah Evelyn faz parte do elenco da peça e se mostrou animada com o lançamento do trabalho. "Este espetáculo é sensacional, atual e que gera identidade imediata. É uma loucura porque parece uma lente de aumento da vida real. Fico sempre mais nervosa quando tem gente querida no palco, mas é bom porque todos mandam energia positiva."
Isis Valverde levou o namorado, Luis Felipe Reif Pepi, ao teatro, e se impressionou com o que foi apresentado. "Estou sem palavras, estou meio chocada porque essa peça me tocou de uma maneira... porque ela mostra a essência do ser", filosofou. José Wilker também esteve por lá. "Adoro essa peça. Vi oito vezes. Vi em Nova York, Londres, Paris e já tive vontade de fazê-la. Achei a montagem super bacana", disse ele, em referência a um roteiro famoso mundialmente.
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‘Deus da Carnificina’, chega ao Teatro Maison de France com Julia Lemmertz e Paulo Betti
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Rio - Tudo começa com uma simples briga entre crianças numa praça, mas termina em diálogos para lá de estressados e ironicamente divertidos, quando pais civilizados tentam resolver o incidente com os filhos. A história aparentemente comum da parisiense Yasmina Reza, tema da peça ‘Deus da Carnificina’, chega hoje ao Teatro Maison de France numa pré-estreia, às 21h — a estreia acontece na quinta-feira.
Julia Lemmertz, Paulo Betti, Orã Figueiredo e Deborah Evelyn vivem os pais das crianças, que se descontrolam e transformam a cortesia civilizada que rege a vida dos adultos num campo de batalha.
“São pessoas normais que impõem a superioridade extrema e, no fim, se desequilibram diante do problema. É uma comédia onde o público se enxerga e sai do teatro dando boas risadas”, conta a atriz Deborah Evelyn, que pela primeira vez interpreta um texto francês.
A atriz vive Verônica Hortiz, esposa de Michel (Orã Figueiredo), mãe do menino agredido que dá o pontapé na trama. Ela diz que o espetáculo entra no hall dos seus trabalhos preferidos. “Minha personagem começa a história muito dona da verdade, politicamente correta, superior aos argumentos alheios. Depois, perde totalmente o controle da situação”, relata Deborah, que já assistiu à peça em 2008, na Alemanha.“Quando vi, pensei: preciso fazer esse espetáculo”, confidencia ela, que viverá uma socialite invejosa na próxima novela das oito, ‘Insensato Coração’’.
‘Deus de Carnificina’ chega ao Rio depois de apresentações em pelo menos cinco países. Um dos maiores sucessos da temporada teatral europeia e americana, a peça já levou o Tony Awards 2009, na Broadway (uma espécie de Oscar teatral americano). A autora Yasmina Reza, considerada pela crítica especializada uma das melhores do momento, explodiu nos anos 90. “Escrevo um teatro de tensão, porque as tensões nos governam”, considera ela.
O Teatro Maison de France fica na Avenida Presidente Antônio Carlos 58, no Centro . O preço dos ingressos varia de R$ 60 a R$ 80. Mais informações: 2544-2533.
Julia Lemmertz, Paulo Betti, Orã Figueiredo e Deborah Evelyn vivem os pais das crianças, que se descontrolam e transformam a cortesia civilizada que rege a vida dos adultos num campo de batalha.
“São pessoas normais que impõem a superioridade extrema e, no fim, se desequilibram diante do problema. É uma comédia onde o público se enxerga e sai do teatro dando boas risadas”, conta a atriz Deborah Evelyn, que pela primeira vez interpreta um texto francês.
A atriz vive Verônica Hortiz, esposa de Michel (Orã Figueiredo), mãe do menino agredido que dá o pontapé na trama. Ela diz que o espetáculo entra no hall dos seus trabalhos preferidos. “Minha personagem começa a história muito dona da verdade, politicamente correta, superior aos argumentos alheios. Depois, perde totalmente o controle da situação”, relata Deborah, que já assistiu à peça em 2008, na Alemanha.“Quando vi, pensei: preciso fazer esse espetáculo”, confidencia ela, que viverá uma socialite invejosa na próxima novela das oito, ‘Insensato Coração’’.
‘Deus de Carnificina’ chega ao Rio depois de apresentações em pelo menos cinco países. Um dos maiores sucessos da temporada teatral europeia e americana, a peça já levou o Tony Awards 2009, na Broadway (uma espécie de Oscar teatral americano). A autora Yasmina Reza, considerada pela crítica especializada uma das melhores do momento, explodiu nos anos 90. “Escrevo um teatro de tensão, porque as tensões nos governam”, considera ela.
O Teatro Maison de France fica na Avenida Presidente Antônio Carlos 58, no Centro . O preço dos ingressos varia de R$ 60 a R$ 80. Mais informações: 2544-2533.
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