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Vídeo do programa Amaury Jr.

domingo, 21 de abril de 2013

Para quem perdeu a matéria dos bastidores da estreia em São Paulo, aí vai o vídeo completo!

http://mediacenter.amauryjr.com.br/mediacenter/principal_video.asp?id=4432

Entrevista com a Julia para a rádio Estadão

sábado, 13 de abril de 2013

Peça "Deus da Carnificina" reestreia em São Paulo e chega à segunda temporada na capital paulista 


Espetáculo é encenado por Paulo Betti, Orã Figueiredo e Deborah Evelyn. Júlia Lemmertz também faz parte do elenco e destaca que a comédia evidencia diversas características do comportamento humano.

 http://radio.estadao.com.br/audios/audio.php?
idGuidSelect=7313F7F891A44158ADF45E5E51EA549D

´Deus da Carnificina´ em Salvador!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Julia Lemmertz, Paulo Betti e  Deborah Evelyn participaram do telejornal Bahia Meio Dia para divulgar o espetáculo ´Deus da Carnificina´, em cartaz neste final de semana em Salvador!

Entrevista com todo o elenco para o jornal ESTV!

domingo, 25 de setembro de 2011

A peça vai fazer uma sessão extra, hoje, em Vitória, às 21h!!

Entrevista com a Julia para jornal capixaba!

sábado, 24 de setembro de 2011

Julia Lemmertz traz comédia premiada para Vitória

Em algumas profissões os filhos acabam seguindo o mesmo caminho dos pais. Existem famílias de médicos, de jornalistas e advogados. No meio artístico a história não é muito diferente. Julia Lemmertz é um bom exemplo disso. Filha dos atores Lineu Dias e da icônica Lilian Lemmertz, a atriz é casada com o também ator Alexandre Borges e sua filha, Luiza, segue o mesmo caminho da mãe. “É muito bacana, a terceira geração de uma família de atores, é bonito de ver”, conta ela orgulhosa.

No ar como a estilista de moda praia Ester, na novela “Fina Estampa”, Julia vem colecionando elogios pelos palcos do Brasil pela atuação como Anete, uma mãe que tenta resolver um incidente com o filho no espetáculo “Deus da Carnificina”. Por esse trabalho ela já recebeu os prêmios Quem, APTR e acaba de ser indicada ao APCA, premiação da crítica paulista. Até Barbara Heliodora, a mais rigorosa crítica de teatro do país, considerou sua atuação “primorosa”, e o espetáculo todo como “imperdível”.

E depois de um ano de estrada, o público capixaba vai poder conferir o desempenho da atriz e de todo o elenco. Julia bateu um papo com o Jornal Online Folha Vitória sobre a peça, o casamento, se prefere algum veículo de atuação e sobre o segredo da sua personagem na TV. “A Esther não tem mistério nenhum”.

1. Como é o espetáculo “Deus da Carnificina”?
É uma comédia ácida, escrita por uma autora francesa, Yasmina Reza, que fala muito claramente da nossa sociedade de hoje, é jogo delicioso de ver e de fazer, são quatro atores em cena o tempo todo, pais de filhos que brigaram na escola, tentam se entender, mas acabam por se comportar pior do que os próprios filhos.

2. A rigorosa crítica de teatro Barbara Heliodora disse que sua atuação no espetáculo é “primorosa”. Como você constrói um personagem?
Ele é construído ao longo do processo de ensaio, junto com o diretor e com os atores, teatro é trabalho de equipe, estamos juntos e somos responsáveis igualmente pelo sucesso do espetáculo.

3. Você tem uma imagem forte na TV, mas tem uma carreira sólida nos palcos e no cinema. Prefere algum veículo em especial?
Prefiro o que me estimula como atriz, o que me faz melhorar como profissional e pessoa, seja aonde for. Mas o teatro te propicia um tempo maior pra compor e aprimorar um personagem.

4. Você está no ar interpretando a personagem Ester, inspirada na estilista Lenny Niemeyer. Qual a sua relação com a moda?
A inspiração na Lenny veio por conta dela ser uma estilista de moda praia, e estar colaborando com o figurino da minha personagem, além de ser um amor e ter um bom gosto sem fim. A minha relação com a moda é tranqüila, ela me serve de inspiração pra figurinos de personagens, um personagem com o figurino certo já é meio caminho andado.

5. Sua personagem ainda é misteriosa, não dizendo – neste primeiro momento da trama- a que veio principalmente na relação com a doutora Danielle, interpretada pela atriz Renata Sorrah. Qual o segredo entre as duas?
A Esther não tem mistério nenhum, a história dela é bem clara, ela tem um casamento feliz e uma parceria muito bem sucedida de trabalho com o marido, mas é incompleta, pois eles não conseguem ter filhos juntos, o marido é infértil. Até que eles por acaso encontram uma medica especialista em reprodução humana, e o desejo de ser mãe volta com mais força, e através dessa medica ela vai realizar esse sonho. Não há segredo algum entre as duas, isso é especulação de revista de fofocas que precisam inventar histórias pra vender revista, o próprio autor foi bem claro quanto a isso. O que elas vão ter é uma amizade por conta da realização da gravidez da Esther, e só.

6. Você é casada com o ator Alexandre Borges. E já fez teatro, cinema e TV com ele. O que tem de bom e ruim quando o marido é parceiro de trabalho?
Eu acho que só tem coisas boas, a gente compreende tudo o que envolve essa profissão e dá força um pro outro, além de trocar umas figurinhas, idéias e opiniões.

7. Você é filha de um casal de atores. E sua filha fez recentemente um espetáculo com o diretor José Celso Martinez Correa. Como é ver a filha seguindo o mesmo caminho que o seu?

É muito bacana, a terceira geração de uma família de atores, é bonito de ver. E a Luiza além de ter talento é uma pessoa de bem, séria e dedicada, está trilhando o caminho dela, do jeito que ela sente, e sabe que essa profissão não é uma escolha fácil, tem que ter vocação e muito trabalho.

8. O que os capixabas podem esperar da peça?
Um espetáculo de alta qualidade artística e humana, o que há de bom no teatro contemporâneo com uma direção precisa e quatro atores muito inspirados e batendo um bolão! Modéstia a parte acho que vamos todos, público e nós, sair muito satisfeitos desse encontro.
fonte: Folha Vitória

Entrevista com Julia e Paulo!!

domingo, 4 de setembro de 2011

Confiram logo abaixo uma entrevista da rádio CBN com Julia Lemmertz e Paulo Betti onde falam sobre a temporada de ´Deus da Carnificina´ pelos CEUs de São Paulo!

Deborah Evelyn no programa Vitrine!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entrevista com a atriz Deborah Evelyn no programa Vitrine.  Ela fala sobre a peça e sobre sua personagem em ´Insensato Coração´.

Deborah Evelyn na edição de março da revista Camarim

domingo, 13 de março de 2011

Agora foi a vez da atriz Deborah Evelyn estampar a capa da revista Camarim deste mês de março.  A atriz fala sobre sua personagem na peça Deus da Carnificina e sobre a vilã Eunice da novela `Insensato Coração´.  Confira a entrevista completa:

UMA ATRIZ DE TALENTO

Deborah Evelyn retorna à TV em seu melhor momento profissional


Talentosa é o adjetivo perfeito para definir essa atriz carioca que emociona o telespectador com sua interpretação convincente. Após um período longe da telinha, Deborah Evelyn retorna às novelas na pele de Eunice, uma das vilãs da trama 'Insensato Coração', de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

No folhetim, a atriz interpreta uma mulher invejosa, que faz de tudo para conquistar os seus objetivos. De acordo com a própria, a personagem não tem caráter: "Eunice é completamente manipuladora, se acha o centro do mundo....e que o mundo deve a ela", entregou a intérprete. Sem dúvida, essa será mais uma personagem marcante na vida da atriz. Além da TV, Deborah está no elenco do espetáculo 'Deus da Carnificina', de Yasmina Reza, que entra este mês em turnê pelo Brasil.

Em um fim de semana de fevereiro, a estrela recebeu nossa equipe em seu camarim, e falou sobre o seu início profissional, a importância em atuar e revelou como é a Deborah "fora dos holofotes": "Sou completamente igual a todo mundo", declarou a artista.

A seguir, confira a entrevista dessa atriz notável.

Revista Camarim(RC): Em 'Insensato Coração' , você interpreta uma mulher intensa. Como foi a composição da personagem? Você se inspirou em alguém?
Não especificamente. O texto do Gilberto [Braga] e do Ricardo [Linhares] é muito bem escrito, então é só estudar muito. Está tudo ali nas linhas escritas por eles. Acho que todos nós conhecemos algumas "Eunices".

RC: Qual a sua definição para a personagem?
O Ricardo Linhares deu uma definição para ela que eu acho ótima: a Eunice é a Lady Macbeth de Florianópolis. Guardadas as devidas proporções, ela é isso mesmo: completamente manipuladora, se acha o centro do mundo, acha que está sempre certa e que o mundo deve a ela. É capaz de fazer o que for preciso para conseguir o que acha que merece e usa quem precisar para isso.

RC: Eunice tem um pouco de Beatriz Amorim, sua personagem na novela 'Celebridades' [também escrita por Gilberto Braga]?
A Beatriz era bem mais sofisticada e sua obsessão era pelo marido. Acho que a essência das duas é diferente. O Gilberto [Braga], além de um grande autor, é muito generoso, ele sempre tem ótimas histórias para seus personagens.


RC: Qual a importância da arte de interpretar em sua vida?
Poder viver da profissão que eu escolhi é um privilégio no Brasil, ainda mais quando essa profissão está ligada à cultura, à arte. Eu não sei o que eu seria se não fosse atriz. Não sei se alguma outra coisa me daria o prazer que eu tenho ao interpretar uma personagem.

RC: Como foi o início de sua carreira? Você passou por dificuldades?
Eu cursei a EAD, escola de teatro da USP e, para entrar lá, uma das fases do vestibular é uma prova prática onde você apresenta uma cena para uma banca e para o público. O Walter Avancini estava no público no dia do meu teste e me chamou para fazer a minissérie 'Moinhos de Vento'. Depois disso, fui chamada para algumas outras produções, mas só a minissérie 'Meu destino é pecar' consegui conciliar com os estudos. Quando acabei a EAD, vim para o Rio e fiz minha primeira novela, 'A Gata Comeu', de Ivani Ribeiro.

RC: Qual foi seu primeiro espetáculo profissional? Como se sentiu?
Na EAD eu fiz dois espetáculos que ficaram em cartaz, 'Laços' e 'O Bravo Soldado Schweick'. No Rio, meu primeiro espetáculo foi 'Ligações Perigosas'. Eu me lembro de pensar: "eu estou fazendo o que eu amo e ainda ganho para isso?!?!"

RC: Qual é a sensação de dividir o palco no espetáculo 'Deus da Carnificina' com os atores Paulo Betti, Orã Figueiredo e Júlia Lemmertz?
É maravilhosa!!Nós nos damos muito bem em cena e fora dela e isso é essencial para uma temporada teatral. Além disso, eu assisti a montagem original do espetáculo em 2008, em Berlim, e fiquei muito impressionada, adorei o texto e a montagem.

RC:Com quem você dividiria o Camarim?
Camarim, para mim, é um lugar muito importante; é a extensão da minha casa. Eu preciso poder ficar à vontade no meu camarim; gosto de conversar, relaxar, rir, falar bobagem e até dormir quando for preciso. Então, gosto de dividi-lo com pessoas queridas. Além da Julinha [Lemmertz], Paulo [Betti] e Orã [Figueiredo], com quem eu estou dividindo atualmente, eu adoraria dividir com a Betty Gofman, Renata Sorrah, Malu Mader, Ingrid Guimarães, Flavia Alessandra, Mônica Torres, Claudia Abreu, Emilio de Mello, Otavio Muller, Luiz Henrique Nogueira....enfim, com os meus amigos.

RC: Como é a Deborah Evelyn fora do Camarim?
Completamente normal. Sou a mãe da Luiza, minha filha querida. Sou a filha da Suzanna e do Harold, irmã da Vivian e do Carlos. Sou neta, tia, sobr inha, amiga, prima. . .enf im, sou completamente igual a todo mundo.

RC: Deixe um recado para os seus fãs.
Muito obrigada pelo carinho que eu sempre recebi. Beijos para todos!!!

Jogo Rápido

RC: O que irrita você? Por quê?
Desonestidade, traição. Porque eu gosto de poder ficar à vontade com quem eu gosto. Eu gosto de poder confiar em quem está perto de mim.

RC: Personagens marcantes na TV?
Eu adorei e achei marcantes praticamente todas as personagens que fiz, mas poderia destacar a Beatrizde 'Celebridades', a Alcmena de 'A Muralha' e a Judith de 'Caras e Bocas'.

RC: Seu maior ídolo?
Como ator, Al Pacino.

RC: Seu maior medo?
Perder uma pessoa que eu amo. Na cul tura ocidental , não estamos preparados para lidar com a morte.

RC: Seu maior sonho?
Poder viver a minha vida rodeada das pessoas que eu amo.

RC: Ser atriz é...
...ganhar a vida brincando de "faz de conta". Mas essa "brincadeira" não é fácil não.

Site da revista: www.revistacamarim.com.br

Julia Lemmertz na capa da Revista Camarim de janeiro

domingo, 9 de janeiro de 2011

Na edição deste mês da Revista Camarim a atriz Julia Lemmertz dá uma entrevista falando, entre outras coisas, sobre sua personagem na peça ´Deus da Carnificina´, como foi sua composição e como o espetáculo vem sido recebido pelo público. Aqui está a matéria completa:


Dupla Jornada
Júlia Lemmertz divide o seu tempo entre o teatro e a televisão

"Filho de peixe, peixinho é?" Nem sempre. Mas, no caso de Júlia Lemmertz esse ditado popular é a mais pura verdade. Foi em casa que a estrela teve o seu primeiro contato com a arte cênica. Filha dos saudosos atores Linneu Dias e Lilian Lemmertz, Júlia iniciou sua carreira ainda criança e é hoje uma renomada atriz. Com quase 20 anos de carreira e um currículo extenso, que conta com mais de quinze novelas e diversos filmes, Júlia Lemmertz com certeza escolheu a profissão certa.

No ar com a novela 'Araguaia', de Walter Negrão, a gaúcha interpreta Amélia, uma ex-modelo de origem humilde que mantém um casamento por interesse com o fazendeiro Max, papel interpretado pelo veterano ator Lima Duarte. A trama ganha um novo rumo quando Amélia se envolve afetivamente com o jovem Vitor Vilar, personagem vivido pelo ator Thiago Fragoso. A personagem já é um marco na carreira de Júlia e vem arrancando elogios de público e crítica.

Além da novela, a intérprete está em cartaz no espetáculo 'Deus da Carnificina', de Yasmina Reza, com direção de Emílio de Mello. Nesta deliciosa comédia, Júlia interpreta Annete, uma mãe protetora. Ao lado da atriz Deborah Evelyn e dos atores Orã Figueiredo e Paulo Betti, a atriz entrega-se de corpo e alma a personagem.

Em um dia agitado no Rio de Janeiro, Júlia recebeu nossa equipe em seu camarim. Muito carinhosa e atenciosa com todos ao seu redor, a estrela falou, em entrevista exclusiva, sobre o espetáculo, família, projetos para 2011 e disse ainda a notícia que gostaria de ver estampada na capa de um jornal: "Não há mais a linha de pobreza.", sentenciou a atriz.

A seguir, confira a entrevista dessa atriz dinâmica.

Revista Camarim(RC): Você já conhecia o texto da Yasmina Reza (autora do espetáculo 'Deus da Carnificina') ?

Não. Já tinha ouvido falar desta peça. Muito bem por sinal, mas não tinha lido. Vi outras peças dela que já tinha gostado muito.
RC: O que mais chama a sua atenção no texto da autora?

Ela faz um texto certeiro, sem excessos. Ela dosa um humor crítico, sem "psicologismos", é muito gostoso o jogo que ela propõe aos personagens.
RC: No espetáculo, sua personagem Annete é muito intensa. Você se inspirou em alguém para compor a personagem?

Não exatamente. Ela foi surgindo nos ensaios, a partir de improvisações, das observações do Emílio de Mello [diretor do espetáculo], que me sugeriu ver uns filmes com a Geena Rolands, que faz tão bem uma mulher a beira de um ataque de nervos, ou além dele. Entretanto, Annete foi a mistura de tudo, e tudo estava no texto.
RC: Foi difícil a composição da personagem?

Até achar o caminho, sempre é. A gente nunca sabe nada, até se inspirar e se deixar levar na viagem da construção dela.
RC: Gostou do resultado? Você é muito critica com si mesma?

Gosto muito do resultado do espetáculo como um todo. Acho que cada um de nós é parte importantíssima dele. Não existimos um sem o outro, a gente se ajuda a construir esse resultado. Sou bem severa comigo, mas já sei entrever alguns méritos e relaxar quando as coisas não saem como eu esperava. Sempre tem o outro dia pra acertar, pelo menos no teatro.
RC: Na peça, dois casais começam uma briga por causa dos filhos. Fora de cena você já passou por alguma situação parecida?

Não assim. Coisas mais leves. Brigas de crianças acontecem, nada tão radical, mas tem muitos casos piores do que esse por aí, com certeza.
RC: O espetáculo fala da relação humana. Qual o maior defeito do ser humano? Por quê?

A intolerância. É um dos piores, você não ser capaz de aceitar as diferenças, não admitir que existam outras verdades que não a sua. Tem a ver com tantas guerras e preconceitos. É bem triste.
RC: Como está sendo ser dirigida pelo ótimo Emilio de Mello?

Ele é bárbaro, perspicaz, atento a tudo, um ator também especial, muito certeiro no que queria e dizia, e diz ainda. O bom também é que ele está por perto ainda trabalhando os detalhes. Foi uma descoberta e um prazer trabalhar com alguém que te exige e te dá o seu melhor.
RC: Qual é a sensação em dividir a cena com os atores Paulo Betti, Deborah Evelyn e Orã Figuereido?

São grandes companheiros. Somos os quatro mosqueteiros, um por todos e todos por um! Estamos felizes juntos, fazendo um trabalho bacana e cheios de figurinhas pra trocar. É muito bom estar com atores tão inspirados e dedicados ao teatro, fora que tem muito bom humor e carinho entre a gente.
RC: O espetáculo está sendo muito bem recebido pela critica. Você esperava esse sucesso?

Sabia que era um texto muito festejado por onde passava: Paris, Nova York, Berlim, Barcelona, Argentina. Fora que era um texto disputado aqui. Tivemos sorte de conseguir fazê-lo, e fazer com categoria. Eu acho merecido o reconhecimento de um trabalho tão caprichado por todos: produção, cenografia, luz, direção, elenco, etc.
RC: Como é a Júlia fora do camarim?

Corro para todo lado. Gravando novela, sendo mãe, dona de casa, esposa, e chegando na hora ao teatro!
RC: Ainda bate aquele friozinho na barriga antes de entrar em cena?

Sempre. O jogo nunca está ganho. Tem que jogar, estar pronto para o inesperado. É que nem viver: é melhor estar atento e se entregar, mas sem frio na barriga não tem graça.
RC: Com quem você dividiria o camarim?

Adoro dividir o camarim, sempre tive boas companhias. Ando com saudades da época que dividia com o Alexandre [Borges], meu marido e melhor companheiro, um ator maravilhoso e muito bom de camarim!
RC: Como você descobriu o dom pela arte?

Aos poucos. Fazendo, errando, aprendendo a escutar, estudando, intuindo que esse era o meu caminho.
RC: Qual foi o seu filme inesquecível? Por quê?

'Amarcord' do Fellini. É o filme de uma vida, de uma poesia e loucura...
RC: Qual foi o seu primeiro trabalho profissional como atriz?

Uma novela na Bandeirantes, 'Os Adolescentes' de Ivani Ribeiro.
RC: Você é religiosa?

Sou uma pessoa de fé. Fui batizada na igreja católica, onde casei, mas me interesso por todas as religiões. Acho que está tudo conectado.
RC: Qual o significado do teatro em sua vida?

Significa trabalho e dedicação. Ele transforma pó em ouro, ajuda a gente a ter fôlego e fibra. Faz a gente entender melhor a vida.
RC: Recentemente, foi lançado o livro 'Lilian Lemmertz – Sem rede de proteção', obra que retrata a vida de sua mãe. Como foi relembrar alguns momentos marcantes na vida dessa magnífica atriz?

Foi muito bom poder reunir, num único lugar, grande parte da história dela de atriz. É um documento importante. Tive saudades e gratidão por poder estar em contato tão próximo com as lembranças dela.
RC: A idéia do livro foi sua?

A coleção 'Aplauso' já havia me procurado pra pensar no livro, se eu gostaria de fazer, mas não me senti capaz de fazê-lo sozinha, e um tempo depois o Cleodon [Coelho] me procurou querendo escrever. Conversamos e entreguei a ele todo material que eu tinha e ele foi se aprofundando na pesquisa e falando com as pessoas que trabalharam com ela. Enfim, foi um longo e belo trabalho.
RC: Pensa em transformar a obra em um filme?

Não. Acho que o livro já comunica muito, e ela mesma já fez filmes lindos.
RC: Atuar é...

...viver. A gente atua o tempo todo, de diferentes formas. No caso do ator, vivemos disso.
RC: Na novela 'Araguaia', sua personagem Amélia casou por interesse. Você se inspirou em alguém para compor a personagem?

Não. E nem é tão simples assim, existe um autor que é o Walter Negrão, que justifica essa escolha dela, não só por interesse, por necessidade, por não ter outra saída. Enfim, novelas são histórias que você tem que embarcar, ela própria já te leva.
RC: Como é dividir a cena com o ator Lima Duarte?

Ele é incrível. Cheio de vida e energia. Lima [Duarte] é exigente em cena, com ele e com os que estão ao seu lado.
RC: Na trama, Amélia irá se apaixonar por um homem mais novo. Em sua opinião, a mulher ainda sofre preconceito por ser envolver com o parceiro mais jovem?

Acho uma hipocrisia isso de uma mulher mais velha não poder ter um relacionamento com um homem mais novo. O contrário é perfeitamente possível e ninguém contesta, acha até bacana. É um pensamento machista e eu não dou a mínima pra ele. Cada um que seja feliz do jeito que achar que deve.
RC: Qual é o seu maior sonho?

Ter saúde pra envelhecer bem. Podendo exercer a minha profissão, ver meus filhos terem os seus filhos, ver o mundo mudar e eu junto com ele.
RC: Por falar em mudanças, qual a notícia que você gostaria de ver estampada na capa de um jornal?

"Não há mais a linha de pobreza. Estamos todos acima dela: alimentados, educados e empregados."
RC: Qual o seu maior medo?

Ser dependente fisicamente. Perder a memória, ficar incapaz de viver bem.
RC: Quais são as suas expectativas para 2011?

Espero que essas mudanças que começaram a apontar nesse ano de 2010 se concretizem. Que a gente ande pra frente, apresente soluções, que seja para o bem comum. E que a nossa peça continue em cartaz com sucesso por onde passar!
RC: Deixe um recado para os seus fãs.

Obrigada sempre pelo carinho, muita saúde, amor e paz na vida e consciência. Vamos nos ajudar, ser mais tolerantes e generosos, pode ser tão mais fácil...

Site da Revista: http://www.revistacamarim.com.br/